Por Camila Moreira
SÃO PAULO, 6 Jan (Reuters) – A atividade de serviços do Brasil ganhou impulso no final de 2025 graças a uma substancial melhora da demanda, e terminou o ano com a expansão mais forte em pouco mais de um ano, apontou uma pesquisa do setor privado nesta terça-feira.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI), compilado pela S&P Global, subiu a 53,7 em dezembro, de 50,1 em novembro e nível mais alto desde outubro de 2024. A marca de 50 separa retração de expansão.
“As empresas de serviços brasileiras comemoraram a melhora na demanda à medida que se aproximava a temporada festiva, o que sustentou um aumento substancial nas vendas”, destacou a diretora associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.
No último mês do ano passado, o setor registrou a expansão mais rápida dos novos trabalhos desde novembro de 2024, o que teve impactos positivos em outras medidas, como a produção, que aumentou no maior ritmo em 14 meses.
Além disso, os fornecedores de serviços intensificaram as contratações e adicionaram pessoal extra no ritmo mais rápido desde março passado.
Também ajudaram nas contratações as previsões positivas para a produção em 2026. Quase 42% dos participantes da pesquisa projetam crescimento em meio a expectativas de melhorias sustentadas na demanda, expectativa de redução da taxa de juros, esforços de marketing e eventos planejados.
No entanto, o nível geral de confiança caiu em relação ao pico de seis meses registrado em novembro diante de preocupações de que as eleições deste ano possam atrapalhar as operações.
Ainda em dezembro houve outro aumento nas despesas, com os custos de itens elétricos, energia, alimentos, mão de obra e transporte registrando alta em relação ao mês anterior. Foram citados ainda movimentos desfavoráveis na taxa de câmbio. Ainda assim, a taxa de inflação recuou para o menor nível em pouco mais de um ano e meio.
Algumas empresas de serviços buscaram repassar parte do aumento dos custos aos clientes elevando os preços de venda, enquanto outras evitaram fazê-lo para permanecer competitivas e sustentar a demanda. No geral, os preços cobrados subiram no ritmo mais lento desde setembro passado.
A expansão dos serviços levou a atividade empresarial geral a sair da zona de contração. O PMI Composto do Brasil subiu a 52,1 em dezembro, de 49,6 em novembro, marcando a primeira expansão em nove meses. O PMI da indústria caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro.




