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Dólar segue estável com mercado à espera de discurso de Lula na ONU

Imagem de notas de um dólar americano mostrando detalhes da cédula e o rosto de George Washington, simbolizando economia e finanças.

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar oscila próximo da estabilidade no Brasil nesta manhã de terça-feira, com investidores avaliando a ata do último encontro do Copom e uma entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enquanto aguardam a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU.

Às 9h41, o dólar à vista tinha leve alta de 0,02%, a R$5,3389 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha elevação de 0,03%, a R$5,3465.

Mais cedo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) mostrou que o Banco Central, após avaliar os efeitos acumulados do choque de juros, entrou agora em um “novo estágio” da política monetária que prevê taxa Selic inalterada por longo período para buscar a meta de inflação.

“Agora, na medida em que o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”, destacou a ata.

Para Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, o BC assumiu “com mais clareza” que o ciclo de elevações da Selic está encerrado.

“É claro que ele deixa uma abertura dizendo que se precisar aumentar, ele vai. Mas o registro de modo geral mudou. Agora é um registro de um Copom que vai esperar para ver o que a firme elevação da taxa de juros vai trazer para a economia brasileira”, disse Gala.

No mercado de câmbio, a avaliação é de que a Selic a 15%, juntamente com mais cortes de juros pelo Federal Reserve, torna o diferencial de juros do Brasil ainda mais atrativo para os investidores internacionais, o que mais recentemente permitiu que o dólar se aproximasse dos R$5,30.

Durante entrevista nesta manhã ao ICL Notícias, Haddad ponderou, no entanto, que os juros no Brasil não deveriam estar em 15% e que há espaço para cortes. O ministro pontuou ainda que o Brasil não tem dificuldade de colocar seus produtos em outros mercados diante da vigência da tarifa implementada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

O receio de que os EUA possam implementar novas medidas contra a economia brasileira — e não apenas contra autoridades e seus familiares — deu suporte ao dólar na segunda-feira, quando a divisa à vista fechou em alta de 0,33%, a R$5,3380, na quarta sessão consecutiva de ganhos.

Nesta terça-feira o mercado aguarda pelo discurso de Lula na ONU — a primeira vez que ele estará com o presidente dos EUA, Donald Trump, em um mesmo evento, depois que a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros foi estabelecida.

No exterior, o dólar também seguia próximo da estabilidade ante as moedas fortes e tinha sinais mistos ante as demais. Às 9h37 o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — subia 0,04%, a 97,365.

 

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