thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Dólar se reaproxima da estabilidade no Brasil após dado de emprego nos EUA

Pessoa contando e organizando várias notas de dinheiro de cem dólares, simbolizando riqueza e economia.

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Após abrir o dia em baixa, o dólar ganhou força e se reaproximou da estabilidade ante o real, na esteira da divulgação de um dado do mercado de trabalho nos EUA, enquanto investidores no Brasil também digerem a aprovação, na noite anterior, do projeto de isenção do Imposto de Renda na Câmara dos Deputados.

Às 9h55, o dólar à vista tinha baixa de 0,01%, aos R$5,3277 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,04%, a R$5,3665.

Na noite de quarta-feira a Câmara aprovou, por unanimidade, o projeto que amplia a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$5 mil por mês e concede desconto aos que recebem até R$7.350.

Em uma vitória do governo, os deputados mantiveram no texto as contrapartidas propostas pelo Executivo para compensar a renúncia fiscal, estimada em R$25,8 bilhões em 2026. Como compensação, o texto prevê a taxação em até 10% daqueles que ganham acima de R$50 mil por mês. A proposta vai agora ao Senado.

Em entrevista nesta manhã em Brasília, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comemorou a aprovação na Câmara e disse não esperar dificuldades na tramitação no Senado.

“Não acredito que vá haver problemas, inclusive porque este projeto não busca só justiça tributária, ele busca justiça tributária com ancoragem fiscal”, disse Haddad.

Mais do que a isenção em si, era justamente a compensação que estava no foco do mercado, que temia que o texto fosse desidratado na Câmara. Sem a compensação, haveria um impacto fiscal negativo — um temor que ajudou a sustentar a curva de juros brasileira na véspera.

No exterior, o viés para o dólar era negativo mais cedo, com as cotações traduzindo ainda o desconforto do mercado com a paralisação parcial do governo norte-americano, após republicanos e democratas não chegarem a um acordo sobre o Orçamento no Congresso.

Mas a divulgação de um indicador calculado pelo Federal Reserve de Chicago alterou o cenário, ao mostrar que a taxa de desemprego nos EUA provavelmente foi de 4,3% em setembro, inalterada em relação a agosto. Como a divulgação do relatório payroll, prevista para sexta-feira, pode não ocorrer em razão da paralisação do governo dos EUA, os investidores se apegaram ao dado do Fed de Chicago.

Logo após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries subiram e o dólar reduziu suas perdas ante outras divisas. Às 9h55, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — estava estável em 97,728.

No Brasil, os dados dos EUA apagaram as perdas do dólar, que se reaproximou da estabilidade.

Na quarta-feira, o dólar à vista fechou em leve alta de 0,10% no Brasil, aos R$5,3280.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Duas mulheres fazendo compras em uma seção de ovos no supermercado, observando produtos na prateleira lado a lado.

Preços mundiais dos alimentos caem em dezembro, mas acumulam alta em 2025, diz FAO

Por Sybille de La Hamaide PARIS, 9 Jan (Reuters) – Os preços mundiais dos alimentos caíram em dezembro pelo quarto mês consecutivo, pressionados principalmente pelos laticínios, carnes e óleos vegetais, marcando a menor média desde janeiro de 2025, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) nesta

Imagem de uma rua em Paris com o Eiffell Tower ao fundo, um trator agrícola de cor verde e detalhes vermelhos na frente e um policial de colete refletivo ao lado, comemorando a paisagem urbana com edifícios clássicos e árvores sem folhas.

Países da UE devem aprovar assinatura de acordo comercial com Mercosul

BRUXELAS, 9 Jan (Reuters) – Espera-se que os países da UE aprovem nesta sexta-feira a assinatura do maior acordo de livre comércio da história do bloco com o Mercosul, mais de 25 anos após o início das negociações e após meses de disputas para garantir o apoio dos principais Estados-membros.

REVISTA DOS TRIBUNAIS
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.