thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

BCE precisa de “algum tempo” antes de reduzir juros, diz de Guindos

BCE precisa de "algum tempo" antes de reduzir juros

FRANKFURT (Reuters) – A inflação da zona do euro parece estar voltando para 2%, mas o Banco Central Europeu precisa de “algum tempo” e de mais dados antes de se sentir confortável com a ideia de que as taxas de juros, em níveis recordes, tenham feito seu trabalho, disse o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, nesta quarta-feira.

As taxas de juros estão em um nível recorde desde setembro e os formuladores de política monetária têm recuado em relação às conversas sobre cortes nas taxas, insistindo que, mesmo que o próximo passo seja um afrouxamento, isso está mais distante no futuro do que os investidores pensam.

Os investidores agora esperam cortes de 113 pontos-base nos juros este ano, abaixo dos 150 pontos-base anteriores, com a primeira redução sendo esperada agora para abril ou junho.

“Embora estejamos indo na direção certa, não devemos nos precipitar”, disse de Guindos em uma conferência em Split, na Croácia. “Levará mais algum tempo até que tenhamos as informações necessárias para confirmar que a inflação está retornando de forma sustentável à nossa meta de 2%.”

De Guindos argumentou que as pressões salariais continuam altas e que o BCE ainda não dispõe de dados suficientes para sugerir que elas estão diminuindo, o que representa um possível risco de alta para os preços.

As margens de lucro também poderiam se mostrar mais resistentes do que o previsto, enquanto as tensões no Oriente Médio poderiam aumentar os custos de energia e interromper o comércio global.

Ainda assim, de Guindos argumentou que a desinflação continua, possivelmente ajudada pelo crescimento econômico lento, que provavelmente não melhorará no curto prazo.

Os aumentos anteriores das taxas de juros do BCE também ainda estão se disseminando pela economia e continuarão a reduzir a demanda por algum tempo.

Mas as projeções têm sido propensas a erros e a incerteza continua grande, de modo que o BCE precisa analisar as previsões juntamente com os dados recebidos nos próximos meses, acrescentou de Guindos.

(Por Balazs Koranyi)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Reforma Tributária 2026 o que muda na prática e como se preparar

Reforma Tributária 2026: o que muda na prática e como se preparar

A reforma tributária finalmente deixou de ser apenas um tema recorrente nos debates jurídicos e econômicos para se tornar uma realidade concreta na rotina de profissionais do Direito, empresas e contribuintes. A partir de 2026, inicia-se uma fase decisiva de implementação das mudanças estruturais no sistema tributário brasileiro, exigindo não

BCE eleva taxas de juros para conter inflação causada pela guerra

Por Francesco Canepa e Balazs Koranyi FRANKFURT, 11 Jun (Reuters) – O Banco Central Europeu elevou as taxas de juros pela primeira vez em quase três anos nesta quinta-feira, na esperança de conter a inflação antes que o aumento nos custos da energia, provocado pela guerra no Irã, se espalhe

Ibovespa recua com aumento de tensão geopolítica e inflação nos EUA sob holofote

Por Paula Arend Laier SÃO PAULO, 10 Jun (Reuters) – O sinal negativo prevalecia na bolsa paulista nesta quarta-feira, em meio a um cenário externo adverso com aumento da tensão geopolítica, enquanto investidores também analisavam dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos. Por volta de 10h45, o Ibovespa, referência