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Anec vê aumento da exportação de soja do Brasil em fevereiro, após janeiro abaixo da previsão

Colheita de soja no Paraná

SÃO PAULO, 5 Fev (Reuters) – A exportação de soja do Brasil deve alcançar 11,42 milhões de toneladas em fevereiro, aumento de 1,7 milhão de toneladas na comparação com o mesmo período do ano passado, estimou nesta quinta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), indicando também um número para janeiro abaixo da estimativa da semana passada.

A exportação de soja do Brasil em janeiro somou 2,44 milhões de toneladas, segundo o relatório, versus 3,23 milhões de toneladas na projeção da semana anterior. Ainda assim, o número supera o recorde histórico para o mês, de 2,4 milhões de toneladas, registrado em 2024.

“A temporada de exportação da soja brasileira começou em ritmo forte…, enquanto o line-up (programação de navios) de fevereiro já soma 11,4 milhões de toneladas…”, afirmou a Anec.

Segundo a associação, esses volumes elevados são resultado de expectativa de um recorde para a safra atual, que está com colheita em desenvolvimento e deverá somar mais de 180 milhões de toneladas, conforme analistas.

De acordo com a Anec, as exportações de janeiro ficaram abaixo das expectativas devido a chuvas nos portos, o que atrapalhou os embarques, que são interrompidos quando as precipitações ocorrem.

Esse fator climático já havia pesado em dezembro, levantando expectativas no início do mês passado que janeiro pudesse ser mais forte, contando com os volumes não embarcados do último mês de 2025.

Para fevereiro, além dos volumes remanescentes, o Brasil já estará com a colheita da nova safra mais avançada, impulsionando os embarques para um patamar recorde para este mês específico.

Se confirmada a previsão para fevereiro, de 11,42 milhões de toneladas, ela superaria a marca da máxima histórica para o mês vista no ano passado.

A Anec sinalizou que o Brasil, maior produtor e exportador de soja, deverá exportar 110 milhões de toneladas este ano, batendo o recorde de 108,68 milhões registrado em 2025.

Logo no início de 2026, a Anec havia projetado 112 milhões de toneladas. Mas, de acordo com a associação, a projeção foi alterada em seguida. E essa expectativa menor não tem relação com os embarques mais baixos do que os projetados vistos em janeiro.

Em 2026, a Anec conta com outros destinos, além da maior importadora China, para elevar as exportações de soja, uma vez que os chineses deverão comprar mais oleaginosa dos Estados Unidos.

Entre os principais destinos brasileiros, destacam-se Espanha, Tailândia, Turquia, Irã, Paquistão, México, Vietnã, Taiwan e Holanda, entre outros.

Em janeiro, a China foi destino de 66% dos embarques totais do Brasil, em um período no qual o Brasil enfrentou mais concorrência dos EUA, após a trégua comercial entre Washington e Pequim.

A exportação de soja brasileira para a China, maior importador, deve cair cerca de 10 milhões de toneladas em 2026 em relação a 2025 devido à concorrência dos EUA, que no ano passado enfrentaram problemas para vender aos chineses por conta da disputa tarifária, segundo a avaliação inicial da Anec.

OUTROS PRODUTOS

A exportação de milho do Brasil deverá somar quase 800 mil toneladas em fevereiro, apontou a Anec preliminarmente, abaixo das 1,3 milhão do ano passado, e também das 3,25 milhões de janeiro.

“Seguindo o padrão histórico de sazonalidade das exportações de milho, o mês de janeiro registrou redução no volume embarcado em relação a dezembro de 2025 (6 milhões de toneladas). Foram exportadas 3,3 milhões de toneladas do cereal (em janeiro), enquanto o line-up de fevereiro indica 793 mil toneladas, abrindo espaço para o escoamento da safra de soja”, disse a Anec.

A Anec também indicou um crescimento nas exportações de farelo de soja do Brasil em fevereiro na comparação anual, esperando 1,6 milhão de toneladas, contra 1,5 milhão. Em janeiro, os embarques somaram 1,7 milhão de toneladas.

(Por Roberto Samora, com reportagem adicional de Isabel Teles)

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